Colaboração como pilar para a prevenção de fraudes no comércio digital

Director and Head of Visa Acceptance Solutions Southern Cone

A Visa Acceptance Solutions acredita que enfrentar os desafios de fraude e risco no comércio digital exige uma abordagem colaborativa e orientada por dados. Em um ambiente cada vez mais complexo, fortalecer a integração entre emissores, adquirentes e comerciantes é essencial para reduzir fricções, aumentar a segurança e sustentar o crescimento — como evidenciado pelas experiências de Itaú, Fiserv e T1 Pagos.

A evolução do comércio digital na América Latina trouxe oportunidades significativas de crescimento, mas também ampliou os desafios relacionados a fraude, gestão de risco e experiência do usuário. Em um ambiente cada vez mais complexo, no qual transações cruzam múltiplos canais, países e participantes, fica claro que nenhum player consegue enfrentar esses desafios de forma isolada. Neste artigo, exploramos os principais aprendizados de bancos, adquirentes e grandes comerciantes trabalhando juntos, destacando como a colaboração ao longo de toda a cadeia é essencial para fortalecer a segurança, reduzir fricções e sustentar o crescimento do e commerce.
Neste blog, Itaú, Fiserv e T1 Pagos compartilham suas experiências e perspectivas sobre como a atuação conjunta do ecossistema contribui para uma gestão de risco mais eficiente e para melhores experiências de pagamento.

Um desafio que impacta todo o ecossistema


A fraude não afeta apenas um elo da cadeia. Ela impacta emissores, credenciadores, estabelecimentos comerciais e, principalmente, o consumidor final. Na América Latina, uma parcela relevante dos eventos de fraude ainda está concentrada no ambiente de e‑commerce, o que reforça a necessidade de abordagens mais integradas e inteligentes.

Ao mesmo tempo, o desafio vai além da simples prevenção. O verdadeiro equilíbrio está em mitigar riscos sem comprometer a experiência, evitando fricções desnecessárias, falsos positivos e perdas de conversão.

T1 Pagos — Braço aliado da Claro — Flexibilidade regional e estratégia centralizada para a gestão de riscos


Para grandes grupos comerciais que operam em múltiplos países e marcas, a gestão de risco exige flexibilidade regional aliada a uma estratégia centralizada. Padrões de fraude variam de mercado para mercado, e soluções eficazes precisam considerar essas diferenças.

Um dos aprendizados centrais é a importância de uma arquitetura de decisão robusta, capaz de combinar dados próprios, informações do ecossistema e inteligência de parceiros para avaliar o risco antes, durante e após a transação. Essa maturidade não acontece de forma imediata — ela é construída ao longo do tempo, por meio de parcerias, testes, ajustes e aprendizado contínuo.

O onboarding como etapa crítica para credenciadores e facilitadores: a perspectiva da Fiserv

Do lado dos credenciadores e provedores de tecnologia, o onboarding de estabelecimentos comerciais surge como um momento decisivo. Um processo excessivamente rígido pode gerar fricção e dificultar a entrada de novos negócios. Por outro lado, um onboarding permissivo demais pode introduzir riscos significativos ao ecossistema.

A abordagem mais eficaz combina:

  • Identificação adequada do estabelecimento comercial
  • Compreensão clara do modelo de negócio e do perfil transacional
  • Monitoramento contínuo ao longo de todo o ciclo de vida do estabelecimento comercial


Mais do que um evento pontual, o onboarding representa o início de um relacionamento que exige acompanhamento constante, calibração de regras e diálogo próximo com o estabelecimento comercial, garantindo crescimento com segurança.

A visão dos emissores — Itaú: segurança, experiência e educação do consumidor


Para os emissores, o desafio é equilibrar prevenção de fraude, satisfação do cliente, conformidade regulatória e eficiência operacional. Investimentos em tecnologias como tokenização, cartões virtuais, autenticação e modelos avançados de inteligência artificial são fundamentais — mas não suficientes por si só.

Um ponto-chave destacado é a educação e comunicação com o consumidor. Quando o cliente entende por que uma transação foi bloqueada e sabe exatamente o que fazer em seguida, a fricção passa a ser percebida como um serviço de proteção, e não como um obstáculo. Em muitos casos, esse diálogo em tempo real permite recuperar vendas que, de outra forma, seriam perdidas.

Dados compartilhados e decisões mais inteligentes


Um dos grandes consensos é o valor do compartilhamento inteligente de dados ao longo de toda a cadeia, sempre em conformidade com as normas de privacidade e regulação. Quando estabelecimentos comerciais, adquirentes e emissores enriquecem as transações com mais informações, todo o ecossistema se beneficia.

Transações mais ricas em dados:

  • Reduzem falsos positivos
  • Aumentam taxas de aprovação
  • Diminuem custos operacionais
  • Fortalecem a confiança entre os participantes


Esse modelo colaborativo permite que decisões mais assertivas sejam tomadas em tempo real, com impacto direto na experiência do consumidor.

O futuro da gestão de risco: agentes, identidade e novas ameaças


Olhando para os próximos anos, os especialistas apontam que os desafios de risco continuarão evoluindo. Identidade digital, biometria, agentes inteligentes, deepfakes, colusão e ataques à infraestrutura surgem como temas cada vez mais relevantes.

Nesse contexto, a gestão de risco deixa de ser responsabilidade exclusiva de um time ou área. Ela passa a ser um compromisso transversal, incorporado aos KPIs de tecnologia, operações, marketing e negócios.

Conclusão: colaboração como vantagem competitiva


A principal mensagem que emerge é clara: a fraude não se resolve em silos. A segurança do comércio digital depende de colaboração contínua, troca de informações, alinhamento de incentivos e inovação conjunta.

Para a Visa Acceptance Solutions, esse modelo colaborativo é fundamental para apoiar o ecossistema na construção de um comércio mais seguro, fluido e confiável, no qual prevenção de fraude, experiência do usuário e crescimento caminham juntos.